25 agosto, 2009

Carro-bomba fere 42 na Tailândia

42 ficaram feridos hoje num atentado no Sul da Tailandia, dos quais 4 em estado muito grave.

“O autoblogportugal perdeu o sentido de humor e candidata-se a concorrente da Reuters?” Não definitivamente não.

Também não vou dissertar acerca do efeito nas cabecinhas dos pobrezinhos dos tailandeses que iam a passar à frente daquele restaurante. Admitam lá que a quantidade de notícias do género também já criou filtros nas vossas consciências também.

Estou aqui para analisar aquilo que até hoje ninguém se lembrou de analisar.

Então e o carro? Ninguém pensa no carro?

É que o bombista suicida, com uma lavagem ao cérebro ou não, foi para lá de livre vontade, mas o carro? não, o carro foi para lá conduzido.

Admito que alguns poderão pensar: “provavelmente foi num Hyundai ou num Chevrolet ou coisa similar e aí até o dono agradeceria semelhante obra de caridade”. Outros ainda pensarão: “não me parece que o bombista fosse num Alfa Romeo 8C Competizione ou num Honda S2000, pois a pouca quantidade de explosivos que poderiam carregar apenas serviriam na cozinha para tornar o buffett mais picante. Ou maffiosi como dizem os nossos amigos transalpinos” outro lembraria que o bombista teria que levar o carregador na mão pois o Honda nem porta luvas tem, o que seria uma chatice se se cruzasse com uma brigada da polícia pelo caminho.

Pois é, ninguém se lembra do carro.

Lembram-se daquele reclame (adoro esta palavra) da Peugeot filmado na Índia? Imaginem que se tratava daquele Tata que o seu dono transformou num 206 com tanto amor, carinho, dedicação, uma marreta e dois martelos. Não iam ter pena se fosse esse a ser pulverizado por duas centenas de quilos de explosivos de fabrico artesanal? Eu ficava triste. Imaginem que eu comprava um clássico numa sucata, desmontava o dito, mandava para a decapagem, inventava os pedaços de chapa que já não eram pois tinham-se transformado em corrosão, pintava o carro, montava o carro aos poucos pois as peças que necessitavam de ser substituidas seriam muitas e não existem amiúde no mercado como queijos em França, montado tudo com paciência e amor. Tudo isto a demorar por vezes anos. Depois vem um Mohammed, e resolve fazer desaparecer o resultado de todo esse amor e dedicação num décimo de segundo? De qualquer maneira não me parece que o bombista se dê ao trabalho de na noite anterior roubar o Cadillac do embaixador norte-americano e encha a enorme mala de malaguetas para provocar uma desinteria no pessoal a dormir no Marriot.

O carrito estava na sua vida, sem se meter com ninguém e de repente vai pelos ares sem culpa nenhuma.

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